BIDI - Parte 1 - 12 de Maio de 2018


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Publicação Parcial - 1



Ora bem, Bidi está convosco e vos saúda.

Tal como já expliquei largamente, desde há dois meses, tudo o que decorre da Evidência, a Evidência da Ressurreição, a Evidência da vossa Eternidade, a Evidência do Coração, está a manifestar-se, de forma cada vez mais actual e importante, por todo o lado sobre a Terra.

Eu insisti para que partilhassem as vossas vivências. Não se trata de ego, mas trata-se de um estímulo e de uma motivação, para todos aqueles de entre vocês, que não conseguiram ainda passar as portas do Desconhecido.

De agora em diante, é através das vossas vivências, e não através de discursos, que a Verdade se exprime, que vocês se descobrem por vocês mesmos, na conclusão do sós a sós e do face a face. É assim que as coisas se realizam.

Há uma expansão da Terra, que permite que a Consciência, de forma colectiva, se afaste dos condicionamentos, das posturas, desta vez a nível colectivo, levando a constatar, quer seja ao nível do que vocês nomeiam as nações, no seio dos grupos sociais, onde quer que seja, um certo número de acontecimentos, mesmo nas vossas vidas, que aparecem rapidamente e que são acompanhados, qualquer que seja a manifestação no seio desse mundo, do vosso corpo ou da vossa Consciência, da aparição da Eternidade, sobre o olhar aturdido da vossa consciência comum. 

Os testemunhos apenas estão aí para, de alguma forma, vos tranquilizar e vos incitar, para não colocarem de permeio quaisquer conceitos que sejam, qualquer história que seja, ou qualquer anterioridade que seja. Vocês já não podem comparar, não podem mais medir no vosso interior o que acontece, pois, tal como já disse, é o desconhecido que aparece e se torna conhecido, antes mesmo do Evento.

Vocês estão em vias de, colectivamente e individualmente, não de criar mas de fazer desaparecer o espaço e o tempo que vos conduzem ao Evento, que já chegou até vocês. Mas também, para um número cada vez maior de irmãos e irmãs, ao vosso lado, e por todo o lado, não importa onde, que vivem o mesmo processo, há então, real e concretamente, qualquer que seja o que sentem, que isso passe, pelos pés, pelo coração, pela cabeça, pelo sacro, ou pela totalidade do corpo, por momentos fulgurantes, tudo concorre apenas para uma coisa:  precipitar, se assim posso dizer, o Evento. E vocês todos são os actores do que acontece convosco. 

Sendo assim, não tenho muitas coisas para vos dizer como conceitos, mas bem mais a acolher as vossas vivências, os vossos testemunhos, falando juntos, para que cada um aí encontre elementos que o levem até à sua Verdade Nua, onde não pode existir hesitação, confusão ou interrogação, quaisquer que sejam os problemas da pessoa.

Aliás vocês podem constatar isso mesmo, vocês são cada vez mais, em cada encontro que acontece, cada vez mais lúcidos, e muitos de entre vocês entram em contacto comigo, de forma individual e quando me vêem, apenas posso levar-vos uma coisa, o sorriso e o riso da Evidência, pois essa Alegria que acaba de nascer em vocês, é a Alegria do Universo inteiro, porque vocês se reencontraram, mesmo se de momento, neste dia e nesta hora, vocês são ainda pouco numerosos a viver o Amor Nu para além da forma e para além dos mundos; é isso que está prestes a chegar a vocês. 

A sucessão de encontros de Luz, de qualquer natureza que seja, onde não haja outro objectivo que Ser o que vocês São, são eficazes, por todo o lado, e para isso vocês não precisam nem de mim nem do meu acólito, para o organizar. Podem fazê-lo com uma amigo, com a Terra. Não há nada para esperar, em especial, não há um objectivo a atingir, há simplesmente que ser dois irmãos ou duas irmãs, um ou outro pouco importa, e estarem em acolhimento recíproco, total e incondicional, para que possam verificar por vocês mesmos, e não como um conceito, que qualquer outro exterior a vocês são vocês mesmos. É uma realidade que é vivida.

Não se trata de um conceito de unidade a fazer progredir, é uma vivência que se torna cada vez mais intensa, cada vez mais clara, cada vez mais lúcida. No momento do Amor Nu, quando vocês passam do Todo ao Nada, da expansão à contração última, nesse momento vocês realizam de alguma maneira, a junção, e vocês são livres, não somente da vossa pessoa, mesmo se aí ainda existem elementos dolorosos, a liberação da história através dos hábitos da alma, que nada têm a ver com um karma, que nada têm a ver com a vossa família, isso também é incluído, o que quer dizer que antes vos falava dos pratos da balança, e agora podem constatar que não se trata mais de um equilíbrio, mas trata-se de uma amplitude que aumenta a cada dia, para aligeirar cada vez mais o vosso efémero, e deixar densificar e aparecer nesse mundo, a Consciência Una, a Consciência Nua, e também o facto de estar liberado da própria consciência, quer dizer do “ Eu SOU”, aí onde a felicidade é total, o que quer que esteja a ser vivido no ecrã desse mundo ou no vosso interior.

Vão do Todo ao Nada e do Nada ao Todo. Viver isso vos libera da Consciência. Vocês são à vez o conjunto das consciência de quem vocês são, mas  também o conjunto de todas as consciências de cada um sobre a Terra, sem nenhuma diferença, de amigos, de inimigos, de santos, do diabo. É isso que vocês vão conscientizar, é isso que vão viver, e é essa a vossa finalidade, se assim posso dizer, e que já aí está.

Então, também vocês, poderão fazer acontecer coisas, pela vossa Presença, pela vossa qualidade de Ser, não através da vossa vontade, nem do vosso ego, nem de qualquer demonstração, mas como uma Evidência que vai se instalar também através das vossas palavras, do vosso olhar, da vossa Presença, da vossa benevolência, e da vossa humildade. Nesse momento, podem verificar a leveza do vosso efémero. Refiro-me aqui à vossa consciência, nem sempre ao vosso corpo. Esse corpo reage e vocês podem ver isso através  das diferentes efusões planetárias, de qualquer natureza que seja. 

Começam a perceber e a viver realmente a vossa Eternidade, aqui mesmo, dando-vos acesso à totalidade dos possíveis da Consciência, assim com à a-consciência, mesmo no seio da vossa pessoa, dando-vos a experimentar todas as gamas do possível e em todas as dimensões, mas, venho recordar que a vossa Presença, aqui e agora, o que quer que seja vivido nos momentos mais privilegiados, e cada vez mais extensivos, não deve fazer com que se esqueçam de permanecer aqui , onde vocês estão, mesmo que exista em vocês a menor veleidade de terminar tudo, a menor veleidade de não estar em totalidade, em sincronicidade com as efusões.

Então o corpo irá manifestar-se. O investimento, o posicionamento da vossa consciência - e aí refiro-me ao conjunto das consciências que vocês são, assim como da a-consciência - entra em ressonância, em manifestação e em unicidade. É isso que acompanha a finalização da vossa Ressurreição, que é a capacidade para um número cada vez maior, de viver no mesmo corpo, ao mesmo tempo, no mesmo mundo, a Consciência mais magnificada, assim como a a-consciência, mesmo no seio da pessoa. Esse processo participa nessa finalização. Isso conduz a que permaneçam, de forma cada vez mais permanente, na Infinita Presença, e não apenas a que se mantenham no testemunho e no observador. É o momento em que vocês tomam consciência que tudo o que acontece na a-consciencia e nas interações de consciência, vem de um mesmo ponto. 

Há Uma consciência, apenas uma. E vocês nem mesmo são essa consciência única. Vocês são anteriores a ela. E as experiências e os testemunhos que vocês irão partilhar ou que já partilham agora, são tangíveis. Enquanto exprimirem conceitos, ideias, vocês não vivem nada, porque aquilo que vocês vivem, a vossa Ressurreição, não precisa de conceitos, de religiões, de personagens históricos, quaisquer que sejam. Apenas aqueles que se agarram à história estão ainda a viver cenários, com Maria, com Cristo, com os Anciãos, com as Estrelas. Vocês são livres e começam a viver que são também tudo isso, os Arcanjos, os Anciãos, as Estrelas, a criança que morre de fome no outro lado do planeta, assim como aquele que vos insulta ao vosso lado. 

Tudo é um jogo. Simplesmente agora, já não se trata de o aceitar, como no princípio da refutação, é para viver instantaneamente. Não depende de nenhuma condição prévia, mas simplesmente da qualidade do vosso acolhimento. Não falo de abertura do Coração mas falo apenas da capacidade para acolher o Desconhecido, sem freio nem desvio, sem crenças nem inquietude, o que prova a vocês mesmos que aceitaram realmente e concretamente, o Sacrifício. 

Todo o resto se faz por si mesmo. Quanto mais se instalarem, através desse corpo, e não falo de alinhamento, de meditação, dos diversos momentos de efusão, mas dos momentos em que vocês ficam a sós, face a face, os momentos em que há injunções pessoais da Luz, é nesses momentos que podem concluir a vossa reunificação, sem qualquer possibilidade de dúvida, sem qualquer interrogação da pessoa, aí também pela Evidência. Alguns entre vocês, desde já algumas semanas, saem conscientemente, e inconscientemente, em Consciência Nua, em Consciência de Eternidade, no vosso Corpo de Eternidade. Não pode aí haver obliteração da Consciência, portanto há recordação do que é vivido, em Consciência Nua. Geralmente, das primeiras vezes, vocês irão verificar, como anteriormente, um desaparecimento puro e simples, sem qualquer recordação do que foi vivido, mas no entanto com efeitos sobre o posicionamento global da vossa Presença no seio desse mundo, onde a leveza, a Evidência, a aceitação, aparecem e se tornam cada vez mais constantes. 

Não têm de se culpabilizar, se não vivem nada, porque a cada dia, a cada hora, são cada vez mais a viver isso. Não há aí nenhuma urgência para o viver, há sobretudo urgência para acolher o que ainda não vos é acessível. E para aqueles para quem já é acessível, se possível deixem que as coisas se façam, quaisquer que sejam. Aí também, vão no sentido da Evidência, da Fluidez e da Facilidade. Quando isso resiste, há necessariamente um reposicionamento das crenças, das percepções a efectuar, não através da mudança de conceitos, mas justamente no seu esquecimento. 

Ousem ficar a nu, ousem ficar a sós, ousem estar com cada um, ousem acolher no vosso Coração uma alma. 

Para isso não é preciso nenhuma técnica, não é preciso nenhum protocolo, não é preciso nenhuma preparação, é uma disposição do Espírito e da Consciência. É ser receptivo. Não existe nenhuma obrigação de sentir nem de perceber, mas de orientar a vossa pessoa, a vossa Consciência, qualquer que ela seja, nessa noção de acolhimento, porque no acolhimento, vocês são obrigados a estar presentes. 

Acolher não depende de um momento passado. Acolher não depende de hábitos. Acolher não depende de um resultado, nem do amanhã. Depende unicamente da vossa capacidade para estar presente de forma lúcida, se possível ficar imóvel, pelo menos de início, ao nível do corpo, e sobretudo nada pedir, nada esperar, nada aguardar senão ficar totalmente imerso nesse acolhimento, no instante presente. Assim, nos próximos dias, poderão assistir a Ressurreições súbitas, em irmãos e irmãs que nada pediram, nada vivenciaram. O processo abrange por sua vez as Consciências , em terreno  e em tempo, e tudo se passa segundo uma lógica que nada tem a ver com a lógica humana, mas com a lógica da Consciência. 

Fiquem tranquilos. Não tenham nenhuma avidez, no sentido espiritual, no sentido da compreensão, mas apenas essa avidez da vivência. Mas vocês não o podem desejar. Apenas podem acolher o que já está aí. 

Se vocês não o vivem,   isso não é um problema de resistência, nem um problema de karma, no máximo será um problema de hábitos que foram tomados pela alma que se incarnou em ambiente particular, mas nada tem a ver com a pessoa, nada tem a ver com o vosso consciente, nem mesmo com um inconsciente do qual seria preciso lembrar-se ou deixar emergir. 

A chave é apenas uma: o instante presente. Aqui e Agora, no acolhimento total e incondicional do que é, conhecido ou desconhecido, e deixar que se faça o que é para fazer. 

A Luz não precisa da vossa pessoa, mesmo se a pessoa e esse saco são um dos relés. Vocês não estão mais nos estados de expansão da vibração, de actualização das Portas ou do Corpo de Eternidade, pois como já tínhamos dito desde há bastante tempo, todos os Corpos de Eternidade estão presentes. Apenas é preciso, se assim posso dizer, deixar deslizar a Consciência de um ponto ao outro. É isso exatamente que vocês vivem. 

Então hoje não quero fazer grande discurso mas antes acompanhar-vos nos testemunhos da vossa vivência, quer isso tenha sido passado durante as efusões, quaisquer que sejam, ou de forma espontânea em vocês ou em qualquer ocasião. É evidente que existem, qualquer que seja a manifestação da consciência, alguns pontos de referência nesse desconhecido, que estão situados no conhecido do vosso corpo. É a percepção vibral aparecendo em determinados lugares e em particular nos pés, no sacro, no Coração, e na cabeça, pois é nesses diferentes estágios que se reunem e se reunificam, que acontece e que se actualiza a Ressurreição. 

A partir do momento em que vocês acolheram incondicionalmente, sem restrições, em Humildade, a totalidade do que É, então nesse momento, a vossa Consciência está liberada, quer dizer que vocês estão livres mesmo da própria Consciência. Aí fica o Amor Nu e em mais nenhum lugar. 

Não depende de nenhuma circunstância, de nenhuma vibração. É expansão e contração. É a liberdade de expressão da vida sobre qualquer plano que seja.
Então venho convidar vocês desde agora, a testemunhar. As perguntas ficarão para um outro dia. 

Dêem o testemunho de vocês mesmos, mas apenas o testemunho de coisas que ultrapassam e transcendem a pessoa. Mesmo se existem sinais ao nível do corpo, é evidente que o importante é o posicionamento da vossa Consciência, na Evidência ou não da estabilidade do vosso humor no seio do Silêncio e da Alegria, e também da preponderância que toma a Eternidade, não apenas no tempo dedicado, na balança, mas também na manifestação da vossa Consciência no seio do Efémero. 

Vocês irão contatar frequentemente, muito mais do que antes, se o tempo o permitir, por vocês mesmos e com Evidência, os momentos em que estão na pessoa e os momentos em que estão, através da vossa pessoa, no Coração do Coração ou na Eternidade, ou no Absoluto. Quanto mais avançarem para a finalização dessa Ressurreição, mais irão constatar a leveza, tanto da mente, como da memória, a possibilidade de movimentos do corpo, que ficam como que ralentisados para além de qualquer dor ou, ao contrário, acelerados. 

Mesmo as próprias condições do vosso efémero, não apenas na confusão e no caos que vai no mundo mas através da vossa intimidade nesse mundo, são profundamente transmutadas. 

Era isto que vos queria dizer Bidi como preâmbulo, e iremos então trocar impressões acerca das vossas vivências. Não me refiro à vossa pessoa nem ao vosso saco, nem a perguntas acerca deles. Veremos isso depois. 

O que agora nos interessa, no início desta semana completa de Fusão na Eternidade, é que desde já vocês contribuam com a vossa pedra, se assim posso dizer. 

E agora Bidi vai dar-vos a palavra e vos deixa de alguma maneira testemunhar sobre vocês mesmos, para além da pessoa, da verdade da vossa vivência, das implicações que isso tem para vocês como pessoas nesse mundo, nas vossas acções, nos vossos pensamentos, nas vossas ideias, nas vossas relações.

Então, Bidi escuta.

…Silêncio…




***

Tradução do Francês: Maria Beatriz Pires 
https://lestransformations.wordpress.com/2018/05/23/bidi-partie-1-mai-2018/



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